Civil desarticula organização criminosa

Categoria: GERAL RMBH , Criado em Terça, 01 Agosto 2017 10:00 Escrito por VcNaNeT ,
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Operação Paraíso 16 prende três pessoas e indicia outras sete suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu uma investigação que desarticulou organização criminosa responsável por tráfico ilícito de drogas no bairro Paraíso, região Leste de Belo Horizonte. Foram presos Marney da Silva Ferreira, de 32 anos, Rômulo Gomes de Abreu, de 21, e Douglas Henrique Santos Vince, de 22. Outras sete pessoas foram indiciadas.

O delegado Leandro Alves, que coordenou as investigações, conta como a PCMG conseguiu chegar até os suspeitos. “As investigações começaram no fim de 2015, com a apreensão, pela Polícia Militar, de uma submetralhadora, em um local no bairro Paraíso conhecido como “Rato Molhado”. A partir da apreensão e de diversas notícias que nós tivemos no local, da intensificação de confronto entre a gangue investigada e uma gangue rival, intensificamos a investigação sobre esse grupo criminoso. Com base nessas informações iniciais, realizamos diversas diligências com o objetivo de identificar esse grupo criminoso, comandada por um indivíduo conhecido como Marney, que comandava, do interior do sistema prisional, essa organização criminosa, com dez indivíduos no total identificados”.

A partir daí, começou a investigação da Polícia Civil, que durou sete meses e desencadeou no cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em fevereiro e junho deste ano. Durante os cumprimentos, três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas, Rômulo, Douglas e Wallison Rafael Santos, de 28 anos. Marney já se encontrava no sistema prisional. Walisson e Rômulo foram presos na primeira fase dos cumprimentos e Douglas na segunda. Walisson foi, posteriormente, solto pela Justiça, por livramento provisório.

Nos cumprimentos de mandados de busca e apreensão, a polícia apreendeu aproximadamente um quilo de droga (em sua maioria, maconha, mas também havia amostras de crack), material para acondicionamento de cocaína, balanças de precisão, munição, diversos celulares, anotações de fluxo de caixa, cerca de R$ 2.500, uma câmera, um notebook e uma moto, que havia sido roubada.

As investigações apontam que o grupo criminoso comercializava drogas nos bairros Paraíso, Santa Efigênia, Santa Tereza, São Lucas e Esplanada. O delegado ressalta que há um indicativo de venda de armas pelos suspeitos, de acordo com as investigações, mas que esse não era o principal objetivo deles. “Ali havia um histórico de confronto entre gangues há pelo menos quatro anos. Eles movimentavam muito dinheiro, mas a preocupação principal era um histórico de conflitos fora do comum”. Um dos integrantes é considerado pela polícia como o “matador”, e seria suspeito em pelo menos quatro ocorrências de homicídios tentados e consumados.

Marney é considerado, pela Polícia, o líder da organização, e comandava todo o esquema de dentro de uma penitenciária do Estado, onde cumpre pena, desde 2012, por homicídio consumado. Ele se utilizava, clandestinamente, de aparelhos celulares para realizar até mesmo conferências com outros integrantes. O preso era auxiliado pela esposa, Vanessa Cristina Ferreira, de 36 anos, que também é alvo de investigação da Polícia Civil.

Marney possuía antecedentes criminais pelos crimes de roubo, homicídio simples, homicídio qualificado, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Rômulo tinha antecedentes por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e tráfico de drogas. Já Douglas possuía passagens por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.

“Agora trabalhamos para desarticular a organização rival, através de monitoramento, investigação. Mas também para saber de onde vinha o fornecimento das drogas”, ressalta o delegado Leandro Alves.

Todos os dez investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e organização criminosa, cujas penas máximas, somadas, podem chegar a 33 anos de prisão. Um dos investigados, Pedro, será indiciado, também, pelo crime de roubo da moto apreendida.

 



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