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Vale silencia sobre a Serra da Piedade
Escrito por Redação   
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cgfgPresidente da empresa se esquivou de comentar a ação que questiona a ampliação da área tombada pelo Iphan

 

Tatiana Moraes - Do Hoje em Dia - 17/02/2012 - 09:04

A Vale mantém o silêncio sobre os seus interesses na Serra da Piedade, em Caeté. Em teleconferência realizada na quinta-feira (16) para apresentar os resultados da companhia, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, afirmou que as questões referentes ao pedido de mandato de segurança e impugnação da extensão de tombamento da serra, impetrado junto à Justiça Federal, em Brasília, seriam respondidas depois. Ao fim da tarde, no entanto, a empresa informou que não se pronunciaria sobre o assunto. Enquanto isso, ambientalistas temem que a atividade mineradora avance sobre a serra.


Na avaliação da representante do movimento SOS Serra da Piedade, Maria Teresa Corujo, a intenção de derrubar o tombamento bate de frente com a imagem que a Vale tenta passar à sociedade. “Por um lado, a Vale investe constantemente em anúncios sobre preservação do meio ambiente. De outro, a mineradora tenta derrubar uma decisão federal que garante aos mineiros a preservação de um dos principais bens ambientais e culturais do Estado. É, no mínimo, controverso”, comenta.


Em 2011, a mineradora investiu US$ 347 milhões em projetos socioambientais em Minas Gerais. O montante é 10% maior do que o registrado no ano anterior, quando foram destinados US$ 316 milhões. Ao todo, os aportes no Estado entre janeiro e dezembro passados somaram US$ 10,1 bilhões, aumento de 39% na mesma base de comparação.


Maria Teresa ressalta que foi surpreendida pela notícia de que a mineradora solicitava a revisão da extensão do tombamento. De acordo com ela, atualmente o movimento SOS Serra da Piedade concentra forças nas investidas em favor da criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela, próximo ao município de Caeté. Na mesma região, a Vale pretende investir R$ 4 bilhões para instalar o que seria o maior projeto da mineradora no Estado, o projeto Apolo, com capacidade inicial de 24 milhões de toneladas ao ano. “A aprovação da ampliação do tombamento da Serra da Piedade foi há dois anos. Acreditávamos que esse problema era passado”, diz.


A extensão de tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico da Serra da Piedade foi aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) depois do tombamento estadual, regulamentado em 2004 por meio da Lei nº 15.178/04, que definiu os limites da área de conservação em 1.945 hectares. O objetivo era preservar os mananciais, a fauna, a flora e os bem culturais do local. O processo foi concluído em 2006 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). Em caráter municipal, a área já era tombada.


Em setembro do ano passado, a Vale acionou a Justiça para que a decisão do Iphan fosse revista. Inicialmente, o juiz rejeitou o pedido por considerar que o edital de tombamento havia sido publicado. Além disso, a empresa não teria se manifestado no prazo de 15 dias após a publicação. Foi solicitado à Vale, no entanto, que apresentasse novos argumentos, o que já foi feito pela mineradora.


As contra-argumentações da companhia foram reunidas em documento de seis páginas, que chegou quarta-feira (15) à mesa do juiz federal Antônio Corrêa, titular da 9ª Vara Judiciária do Distrito Federal. O magistrado tem, a partir do recebimento, 10 dias para se manifestar.

 
Vale questiona tombamento de serra
Escrito por Ayke Ranelle   
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faffafFoto lucas prates/arquivo/  Tombamento é questionado pela Vale, que tem interesse em minério em seu entorno

 

Justiça Federal vai se pronunciar nos próximos dias sobre ação da mineradora que contesta proteção da Piedade

Bruno Porto - Do Hoje em Dia - 16/02/2012 - 07:43

A Justiça Federal decidirá, em 10 dias, se acata ou não o pedido de liminar da Vale que tenta impugnar a extensão do tombamento da Serra da Piedade, em Caeté, realizado em 2010. A mineradora entrou com mandado de segurança e pedido de liminar em Brasília, em setembro de 2011, questionando o processo de tombamento e alegando que foi prejudicada por não ter tido o direito de se manifestar.

Preliminarmente, o juiz rejeitou o pedido por considerar que o edital de tombamento foi publicado e deu prazo de 15 dias para manifestação, período em que a empresa não se posicionou. O juiz solicitou que a Vale apresentasse novos argumentos, o que já foi realizado, segundo confirmou a Justiça Federal.


Nesta quarta-feira (15), chegou à mesa do juiz federal Antônio Corrêa, titular da 9ª Vara Judiciária do Distrito Federal, o documento de seis páginas com as argumentações da Vale. Pelo rito judiciário, o juiz terá até 10 dias para conceder ou não a liminar.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Vale alega que não foi respeitado seu direito de ampla defesa e contraditório, o que traria possíveis prejuízos em imóveis e títulos minerários no entorno da  área de tombamento da Serra da Piedade. O Iphan rebate o argumento da mineradora ao afirmar que são legitimados ao oferecimento de impugnação apenas os proprietários de bens tombados, não possuindo legitimidade os proprietários de bens no entorno.

O Iphan não cita a Vale, mas, à época do tombamento, justificou a ação dizendo que era necessário para proteger a serra de interesses de mineradoras. O Departamento Nacional de produção Mineral (DNPM) não informou o número de direitos minerários concedidos na região.

A Serra já era tombada em nível municipal e ganhou o mesmo status em Minas Gerais em 2004. Em 2010, o Iphan juntou as duas áreas tombadas e acrescentou outras, ampliando a área protegida. É essa extensão do tombamento que a Vale questiona na Justiça.

 

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O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil seção Minas Gerais (OAB-MG), Abraão Soares, explica que, a partir do tombamento, os proprietários de terra deixam de ter poder absoluto sobre a área. Nestes casos, o entendimento é de que o interesse público da região se sobrepõe à questão material.Soares acrescenta que, caso o pedido de liminar seja negado, a Vale ainda poderá solicitar a revisão do tombamento, mas por meio de outro instrumento jurídico. “Uma ação ordinária pode ser impetrada. No entanto, neste caso, o rito é mais lento e a decisão pode demorar anos. Além disso, a empresa precisará provar de forma cabal que foi prejudicada”, disse.

 

 
Vale busca licenças para 37 projetos
Escrito por Robson Sousa   
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A Vale tem hoje uma carteira de 37 projetos de investimento com entraves devido a dificuldades de licenciamento

ambiental. Vânia Samovilla, diretora executiva de RH, Saúde e Segurança, Sustentabilidade e Energia, que responde pela área de meio ambiente da empresa, tem um grande desafio em 2012. Avançar na concessão do licenciamento para tirar do papel planos que somam várias dezenas de bilhões de dólares.

 

 
Serra do Gandarela: As razões de Minas nos cobram mais inconformismo
Escrito por Gustavo T. Gazzinelli/EcoDebate   
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mat376É de se indignar o cinismo e a hipocrisia institucionalizados no Brasil, na sociedade brasileira e em Minas Gerais, em particular. As últimas hecatombes naturais, no Japão, na Serra do Mar ou no processo contínuo de desmatamento da Amazônia, do Cerrado, da Caatinga e da Mata Atlântica, parecem ser processos normais e desejáveis, como se nada tivéssemos a ver com isso.
Última atualização em Qui, 31 de Março de 2011 23:34
 
VALE SOFRE NOVA DERROTA NO PROJETO APOLO
Escrito por Aode Queiroz   
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gandarela27.12A Vale teve mais uma iniciativa de implantação do Projeto Apolo, de mineração na Serra do Gandarela, abortada pelo Ministério Público Estadual. O órgão fez com que o Instituto Estadual de Floretas (IEF) retirasse da pauta de votação a autorização para o corte de vegetação do local. Até que o conselho de Política ambiental (COPAM) autorize a implantação do projeto, nada poderá ser feito pela empresa na região.
Última atualização em Seg, 28 de Março de 2011 22:30
 
OS INTERESSES DE APOLO
Escrito por Revista Estado Ecológico   
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mat376A re­gião ob­je­to de in­te­res­se da Va­le abri­ga as maio­res man­chas de Ma­ta Atlân­ti­ca da Gran­de Be­lo Ho­ri­zon­te, e de cam­pos so­bre can­gas fer­ru­gi­no­sas, além de nas­cen­tes, do Qua­dri­lá­te­ro Fer­rí­fe­ro de Mi­nas Ge­rais. Pa­ra a ar­te­sã Te­ca, edu­ca­do­ra am­bien­tal e re­pre­sen­tan­te do Mo­vi­men­to pe­la Pre­ser­va­ção do Gan­da­re­la, a ques­tão mais im­por­tan­te é hí­dri­ca, e não mi­ne­ral, uma vez que as águas nas­ci­das ali ver­tem tan­to pa­ra a Ba­cia do Rio das Ve­lhas/São Fran­cis­co quan­to pa­ra a do Rio Do­ce. Ela cri­ti­ca a em­pre­sa, co­bra mais em­pe­nho dos ór­gãos ofi­ciais e de­fen­de a cria­ção de um par­que na­cio­nal, co­mo me­lhor e me­nos im­pac­tan­te al­ter­na­ti­va de de­sen­vol­vi­men­to pa­ra a re­gião.

 

Última atualização em Qui, 03 de Fevereiro de 2011 14:25
 
mais de 37 mil viajaram de trem no final do ano
Escrito por VcNaNeT   
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ouro-preto-trem-da-valeMais de 37 mil pessoas viajaram nos trens de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) entre os dias 24 de dezembro de 2010 e 1 de janeiro de 2011, período que compreende as festas de final de ano. Desse total, cerca de 6.400 embarcaram na Estação Pedro Nolasco (ES), mais de 5 mil na cidade mineira de Governador Valdares, outras 8.100 partiram de Belo Horizonte e aproximadamente 3.500 tiveram como ponto de origem a Estação Ferroviária Intendente Câmara, em Ipatinga.

 
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