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Editorial - Eu digo que Valeu !!!

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Eu digo que Valeu !!!

Passado o carnaval, vêm as observações da folia na cidade. Algumas perguntas soltam à voz: Custa fazer? Precisava ficar quatro anos sem a realização do evento? Por que não ser bancado pela Prefeitura, como em praticamente todas as cidades? Por que não organizar a folia com antecedência e sensibilizar a comunidade a participar, como brilhantemente participou a Vila das Flores e, em outras ocasiões, várias outras comunidades?
As respostas são claras: primeiro, não custa realizar um carnaval quando se tem a visão de que a indústria do turismo de eventos pode mover uma economia, gerar recursos externos, empregos diretos e indiretos, mover o comércio e enfim, aquecer a economia local. Impressionante a visão torpe deste governo de não querer enxergar o óbvio... Segundo, não havia necessidade de deixar o caeteense quatro anos sem carnaval, usando de desculpas esfarrapadas para justificar a incompetência e a ingerência de secretários totalmente despreparados para o cargo e sem qualquer prestígio. O gosto do prefeito de não gostar de festas não pode ser levado em conta já que ele é o administrador de toda uma cidade, que aliás, nem o vê com bons olhos. Falando em Ademir, não é que ele deu as caras nos dias de carnaval, até muito simpático, acompanhou o bloco da Vila, foi ao poli... Pode ver de perto que o caeteense gosta de festa, que a cidade é festeira, e quem sabe, passa a investir nesse setor.
Quando o prefeito respondeu, através de sua equipe de comunicação a este jornal de que o município não é obrigado a  bancar o carnaval, se esquece que o carnaval é um produto que pode trazer recursos externos para a cidade, que move toda uma economia, que traz dinheiro novo para o município, que pode ser voltado a novos investimentos. Sabará, Outro Preto, Mariana, Diamantina, dentre outras cidades investem pesado na folia e ganham milhares de reais nesses dias, com a presença de mais de trinta mil foliões que ali deixam representativas cifras. Mas a visão por aqui, como disse, é torpe... Além do mais, o diretor da Casa de Cultura é péssimo gerente e gestor. A Casa de Cultura pode e deve buscar recursos para as questões culturais como o carnaval e outros projetos, mas ele não se mexe, não é articulador e não dá um passo sem tomar a bênção ao gabinete, não cria e não leva ao prefeito qualquer sugestão. Precisa inclusive, da interferência do desenvolvimento sustentável e meio ambiente para realizar atribuições inerentes à sua pasta, pois não dá conta do recado...
Outro aspecto que este ano verificamos, foi a tardia mobilização por parte da Casa de Cultura em organizar o carnaval, cuja programação só saiu na semana da folia. Isso, graças à Vila das Flores que mais uma vez atendeu ao chamado e tem uma comunidade exemplar que veste a camisa e dá o sangue pela causa que abraça. Tenho orgulho daquela comunidade e sei, pois já estive à frente da Casa de Cultura, que podemos contar com a Vila. Sabemos também que, se houvesse planejamento e antecedência nas ações outras comunidades se agregariam à proposta e estariam fazendo brilhar ainda mais o nosso carnaval.
Não poderíamos deixar de abrir espaço para destacar os músicos da banda Santa Cecília e seus convidados que deram o ar romântico e nostálgico ao carnaval. Isso sim, é tradição, o melhor da festa, o melhor do carnaval, que poderia muito bem, como em outras cidades históricas ter sido realizado no centro, como saiu o bloco Carnacatu, outro bem de nossa cidade, que merece nosso reconhecimento.

De qualquer forma valeu o carnaval. Valeu pelo recomeço, valeu porque deu alegria a quem por aqui ficou, valeu por ter sido realizado. E pode valer muito mais se o município, através do chefe do executivo abrir sua visão ao desenvolvimento, à valorização da cultura e do turismo, entendendo de vez, que hoje, cultura e turismo são economias de grande visibilidade. Entender que, à frente de órgãos como esses, devem  ocupar profissionais capacitados e envolvidos com a causa. Profissionais técnicos, sérios, prestigiados dentro e fora dos limites do município, e que sobretudo, gostem do que se propõe a fazer, que não sejam daqueles que só querem o salário no fim do mês...

 

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