Pessoas são presentes
O ser humano é inimaginável... inatingível, quase surreal. Um objeto em estudo, cujas respostas nem mesmo a ciência pode dar com exatidão...
Pessoas se apresentam de formas variadas, com caras várias, com atitudes surpreendentes. Você pensa que conhece, mas na verdade, ninguém se mostra por inteiro, mas aos poucos deixa-se revelar. Mesmo assim, você vai morrer sem conhecer ao todo alguém que você tenha escolhido para viver ao seu lado a vida inteira.Assim é com um amigo, irmão, parente, pai, mãe, conhecido... O ser humano é um mistério! Uma incógnita, uma eterna curiosidade...
As experiências que temos com pessoas nos levam ao inimaginável às vezes, o que nos faz concluir que as aparências enganam. E enganam mesmo. É muito difícil entre os seres humanos você encontrar alguém desprovido de interesses, de conveniências, de casuísmos. Mas às vezes você encontra alguém, algum que mostra-se sensível, aliado, ao seu lado. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, não se importando com seu status, conta bancária, naquilo que você pode proporcionar... Existem pessoas que são essência; muito poucas, é verdade, mas são suficientes. Estas, chamamos de amigos! Conta-se nos dedos das mãos, mas são para sempre... E quer saber, nos bastam, porque conhecidos são muitos, centenas... Mas amigos mesmo, muito poucos...
E quando somos surpreendidos então, por aqueles que sempre chamamos de amigos e na verdade se revelam o contrário? Que triste, que surpresa nada agradável! Passada a decepção, vimos que é bom que se revelem, mesmo tarde, para que não sejamos mais enganados. E o melhor de tudo, é tirarmos desses dissabores, dessa frustração, a maior lição de todas: as pessoas não são o que achamos que deveriam ser, porque nós também podemos não ser o que elas esperavam que fôssemos.. Esperar do outro o que somos, fazemos e pensamos é utopia. Devemos ser o que somos, fazemos e pensamos, para nós mesmos, pois toda ação que cometermos nos revelará a nós, em um tempo que supomos não existir, mas que virá.
Viver uma decepção com um amigo não é o fim do mundo. Muda-se a palavra amigo, pois na realidade você supôs que tinha um amigo. Substitui-se a palavra amigo por, um ilustre desconhecido, já que chegou-se à conclusão de que você pensava que tinha, e mal o conhecia.
Mas devemos seguir em frente, lado a lado com aqueles que nos gostam, incondicionalmente. Seja amigo de seus pais; não existem amigos mais fiéis e confiáveis. Mas tenha amigos por fora. Mesmo poucos, eles existem. Experimente também aventurar-se a buscar novos amigos, eles podem estar ao seu lado. Confie no novo, arrisque... Não se assuste e não se culpe se você confiar desconfiando. É assim, que de repente você pode começar de novo e acreditar profundamente, de novo!
Esta é uma ocasião para se fazer novos planos, e por que não? Até os amigos devemos planejá-los, contando aí, com uma pequena baixa ao final. Porque a gente se engana... Pessoas são presentes: às vezes se mostram envoltas em laços e fitas, invólucros de luxo, e ao abrirmos, ao decifrá-las, vivenciá-las, não encontramos nada que se aproveite. Entretanto, outras que vêm num modesto “papel embrulho”, mostram-se de uma riqueza de alma, de coração e de caráter, que nos impressiona e nos aproxima ainda mais.
A magia que nos encanta no ser humano é a de que ele sempre foi e sempre será um mistério e uma curiosidade a descobrir. Por isso, que o ser humano é apaixonante, perigosamente apaixonante...







